top of page
Buscar

Tendências para 2026 em Segurança dos Alimentos

A Segurança dos Alimentos está entrando em um dos ciclos de maior transformação técnica e regulatória dos últimos anos. Entre revisões de normas internacionais (como FSSC 22000 e as novas ISO 22002), avanços tecnológicos acelerados e pressões crescentes de consumidores, investidores e órgãos reguladores, 2026 será um ano decisivo.


As empresas da cadeia produtiva — da produção ao transporte, da embalagem ao varejo — precisarão se adaptar rapidamente para manter conformidade, competitividade e confiança.


Diante desse cenário, reuni os 10 temas que, de forma mais clara e consistente, devem moldar o sistema de gestão da segurança dos alimentos em 2026. São tendências já em movimento, mas que se intensificam no próximo ano e exigem preparação estratégica desde agora.

 

1. Revisão da certificação FSSC 22000 e transição para os novos requisitos

2026 será marcado pela revisão da certificação FSSC 22000 – versão 7, que reforça as tendências:

  • foco mais forte em cultura e liderança,

  • controles ambientais ampliados,

  • validações reforçadas,

  • governança digital e integridade de dados,

Impacto: ajustes estruturais no sistema de gestão, necessidade de treinamento das equipes e revalidação de processos.

 

2. Adequação às novas ISO 22002-1:2025 e ISO 22002-100 (PRPs)

Um dos maiores marcos técnicos do ano. As empresas precisarão absorver mudanças relevantes em:

  • higiene, projeto higiênico e ambiente de trabalho;

  • defesa, fraude e riscos integrados;

  • impacto em requisitos de materiais reutilizados.

Impacto: revisão completa dos PPRs, fluxos, POPs, controles de infraestrutura e fornecedores, além de assegurar os treinamentos de atualizações.

 

3. Inteligência Artificial, automação e governança digital da segurança dos alimentos

Em 2026, a inteligência artificial deixa de ser tendência e vira ferramenta essencial para:

  • monitoramento contínuo;

  • alertas preditivos;

  • redução de desvios;

  • digitalização completa de registros;

  • auditorias focadas na integridade eletrônica.

Impacto: performance operacional mais estável e auditorias mais rápidas, porém mais profundas e necessidade de validações.

 

4. Rastreabilidade avançada em toda a cadeia

A pressão por visibilidade total se intensifica. Sistemas integrados entre as cadeias de fornecimento e distribuição permitem:

  • rastrear ingredientes e lotes em segundos;

  • criar mapas de risco em tempo real;

  • reduzir tempo de resposta em crises.

Impacto: redução da rastreabilidade manual e fortalecimento da resposta a recalls. Maior segurança dos dados.

 

5. Expansão da agenda ESG aplicada à Segurança dos Alimentos

A convergência ESG + Food Safety fica mais forte com:

  • KPIs de segurança entrando em relatórios ESG;

  • controles de impacto ambiental ligados diretamente à segurança;

  • rastreabilidade socioambiental de fornecedores;

  • redução da perda e desperdício com controle acentuado e exigência normativa.

Impacto: segurança dos alimentos passa a ser tema de governança e reputação corporativa, com mais ênfase e destaque.

 

6. Pressão regulatória e limites para contaminantes emergentes

Em 2026, reguladores focarão em:

  • revisão de rotulagem;

  • microplásticos, MOAH/MOSH;

  • metais pesados;

  • limites harmonizados globais (Codex, FDA, UE, Mercosul).

Impacto: necessidade de novos planos de monitoramento, análises adicionais e revalidação de embalagens e processos térmicos.

 

7. Evolução da Cultura de Qualidade e Segurança dos Alimentos

A pauta passa da consciência para a maturidade comportamental, com:

  • KPIs culturais reais;

  • maior integração com RH;

  • métricas designadas pela liderança;

  • engajamento baseado em comportamento e propósito.

  •  

Impacto: cultura se intensifica como indicador de desempenho e fator crítico nas auditorias.

 

8. Gestão integrada de Food Defense, Food Fraude e Autenticidade

A tendência é consolidar defesa, fraude e autenticidade em sistemas robustos, unificados, com:

  • avaliação preditiva de vulnerabilidades;

  • mais controles para adulteração econômica;

  • análise ampliada de riscos logísticos e de fornecedores.

Impacto: redução de vulnerabilidades e de crises envolvendo adulteração.

 

9. Logística, cadeia do frio e transporte como ponto crítico do sistema

Com cadeias cada vez mais longas, tem-se a necessidade cada vez maior:

  • monitoramento contínuo via sensores;

  • alarmes automáticos de ruptura de temperatura;

  • auditorias mais rígidas em transportadoras;

  • integração indústria–varejo.

Impacto: gestão do transporte como tema crítico de auditorias.

 

10. Embalagens sustentáveis e economia circular sob a ótica da segurança dos alimentos

2026 vai acelerar a adoção de embalagens sustentáveis, mas com forte enfoque técnico:

  • validação da migração;

  • comprovação de barreira funcional;

  • uso seguro de reciclados (impulsionado pela ISO 22002-100 e legislações nacionais).

Impacto: embalagens passam a ser um elemento crítico da gestão de segurança do produto e controle regulatório.

 

Assim, 2026 será um ano marcado por mudanças profundas, maior rigor técnico e novas expectativas sobre como as empresas gerenciam riscos, cultura, tecnologia e transparência na Qualidade e Segurança dos Alimentos.


O desafio é grande — mas a oportunidade também. Quem iniciar essa preparação agora estará à frente: mais resiliente, mais eficiente, mais confiável e mais pronto para competir em um ambiente cada vez mais regulado e exigente. Que este panorama ajude equipes, líderes e profissionais a direcionarem seus esforços com clareza e visão estratégica.


Seguimos juntos construindo cadeias de alimentos mais seguras, sustentáveis e preparadas para o futuro.


As empresas que se anteciparem às mudanças regulatórias, tecnológicas e culturais não apenas reduzem riscos — elas ganham eficiência, credibilidade e vantagem competitiva.


Se você quer avaliar o nível de maturidade do seu sistema, entender os impactos das novas revisões normativas ou estruturar um plano de preparação técnica e estratégica, a GMC – Gestão e Melhoria Contínua pode apoiar sua organização nessa jornada.


📩 Converse conosco e transforme tendências em decisões práticas.

 
 
 

Comentários


bottom of page