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Controle Estatístico do Processo (CEP) mal aplicado: quando o gráfico existe, mas o processo continua fora de controle


Em muitas empresas, o CEP já foi “implantado”.

Os gráficos existem, são atualizados e até apresentados em auditorias.

Ainda assim, o processo continua instável, com variações recorrentes, retrabalho e desvios previsíveis.

Isso acontece porque ter CEP não é o mesmo que usar CEP.


O erro começa quando o Controle Estatístico do Processo é tratado como um registro, e não como uma ferramenta de decisão.


Alguns problemas são clássicos — e perigosamente comuns:


1. Dados ruins: Coletas inconsistentes, amostragens sem critério estatístico ou sistemas de medição não avaliados. Se o dado não representa o processo, o gráfico apenas mascara a realidade.


2. Limites de controle mal definidos: Limites calculados sem histórico adequado, copiados de outro processo ou confundidos com limites de especificação. O gráfico existe, mas não reflete a variabilidade real.


3. Falta de reação aos sinais: Pontos fora de controle, tendências, ciclos ou padrões claros aparecem… e nada acontece. Sem plano de reação, o CEP vira um relatório pós-fato.


4. Uso do CEP apenas para “mostrar”: O gráfico serve para auditoria, reunião ou indicador mensal — mas não para orientar decisões no dia a dia da operação.



O resultado é previsível:

- As causas especiais continuam ocorrendo;

- O processo permanece instável;

- As decisões seguem baseadas em percepção, não em evidência.



CEP bem aplicado é estatística a serviço da gestão.


Ele permite agir antes do defeito, identificar variações anormais e proteger o processo — não apenas explicar o problema depois que ele já aconteceu.


Quando isso falha, o impacto ultrapassa a operação e atinge o Sistema de Gestão da Qualidade como um todo:

- Enfraquece o monitoramento e a medição exigidos pela ISO 9001;

- Compromete a análise de dados e a melhoria contínua;

- Gera evidências frágeis de controle de processo em auditorias;

- Transforma indicadores em formalidade, não em gestão.



Quando bem utilizado, o CEP é uma das ferramentas mais poderosas para sustentar a mentalidade de risco exigida pela ISO 9001.


Cada sinal de instabilidade no gráfico representa um risco não tratado: risco de não conformidade, de retrabalho, de desperdício, de impacto no cliente e de perda de credibilidade do processo.


Ignorar tendências, pontos fora de controle ou padrões anormais é, na prática, aceitar o risco conscientemente — mesmo que isso não esteja registrado em nenhuma matriz.


CEP não é apenas controle do passado: é antecipação de falhas, priorização de ações e tomada de decisão baseada em evidência.


Processos estáveis reduzem risco.


Processos instáveis apenas convivem com ele.


O CEP da sua empresa está ajudando a decidir ou apenas ajudando a “parecer controlado”?


A GMC atua justamente na transformação do CEP em ferramenta estratégica de controle de processo e melhoria contínua, integrada aos sistemas de gestão da qualidade. Fale conosco!

 
 
 

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