top of page
Buscar

O maior risco pode ser justamente aquele que deixou de chamar a atenção

O maior perigo nem sempre é o que está à nossa frente. Às vezes, é justamente o que deixamos de perceber.


Recentemente, tive a oportunidade de ministrar uma palestra sobre percepção de perigos e riscos na segurança dos alimentos, e uma reflexão chamou bastante a atenção dos participantes.


Todos nós acreditamos que estamos atentos ao ambiente ao nosso redor. Mas será que estamos, de fato?


Na rotina da indústria, muitos desvios deixam de chamar a atenção. Aquilo que antes seria percebido imediatamente passa a ser encarado como "normal".


Por exemplo:

  • Uma mangueira apoiada no chão.

  • Um utensílio armazenado em local inadequado.

  • Uma embalagem danificada.

  • Um colaborador que deixou de seguir uma etapa do procedimento.

  • Um equipamento com sinais de desgaste.

  • Uma porta aberta por alguns minutos "só dessa vez".


Isoladamente, esses exemplos podem parecer pequenos. Mas é justamente assim que muitos perigos para a segurança dos alimentos se desenvolvem: começam discretos, passam despercebidos e, quando percebidos, já se transformaram em um risco real.


A percepção de perigos vai muito além de cumprir checklists ou atender aos requisitos de uma norma. Ela depende de uma cultura organizacional em que as pessoas observam, questionam e se sintam responsáveis por identificar situações que possam comprometer o produto, as embalagens, os insumos e todo o processo produtivo.


Perceber um perigo é o primeiro passo para evitar que ele se transforme em um incidente.


Criar essa percepção exige treinamento, prática, comunicação e, principalmente, o exemplo da liderança. Quando a organização estimula um olhar crítico e incentiva o reporte de desvios sem receio, fortalece uma cultura preventiva, e não apenas reativa.


Na segurança dos alimentos, nem sempre o maior risco é aquele que desconhecemos. Muitas vezes, é aquele que já está presente no processo e deixou de ser percebido porque nos acostumamos com ele.


E na sua empresa? As pessoas realmente enxergam os perigos ao seu redor ou apenas convivem com eles todos os dias? Como essa percepção é estimulada na rotina da operação?

 
 
 

Comentários


bottom of page