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Cultura de Segurança dos Alimentos: o problema nunca foi a teoria

A GFSI publicou recentemente a atualização do seu guia de Cultura de Segurança dos Alimentos (2026), e, como esperado, muita gente já começou a comentar sobre o modelo, as dimensões e a evolução em relação a 2018.


Mas, olhando com um pouco mais de calma… a principal reflexão não está no que mudou e sim no que continua não funcionando na prática.


Porque, convenhamos, os pilares da cultura já são conhecidos há anos: liderança, comportamento, valores, pessoas, e mesmo assim, ainda vemos nas auditorias:

- cultura “bonita no papel”;

- treinamentos que não mudam comportamento;

- HACCP perfeito… e prática inconsistente;

- colaboradores que sabem o que fazer, mas não fazem.


A nova versão da GFSI traz um ponto que merece mais atenção (e ainda está sendo pouco discutido): pressão operacional é risco de segurança dos alimentos.


Sim. Meta, correria, falta de gente, produção apertada…


Tudo isso molda comportamento muito mais do que qualquer treinamento.


E aí vem a pergunta desconfortável: sua operação está desenhada para garantir segurança dos alimentos… ou para “dar conta do dia”?


Porque, no fim: Cultura não falha na teoria, Cultura falha na rotina.


E é por isso que:

- sistema sem cultura vira papel

- cultura sem sistema vira improviso


A GFSI deixou claro o “o que”. Mas o “como” continua sendo o maior desafio.


Na prática, cultura de segurança dos alimentos não se implementa com: campanha, cartaz, treinamento isolado.


Se constrói com: decisões diárias, coerência da liderança e ambiente operacional que permite fazer o certo.


E talvez o maior mérito do documento da GFSI seja justamente este: reforçar que cultura não é um elemento isolado, mas um sistema vivo, integrado ao FSMS, às pessoas e ao contexto operacional.


Ao estruturar as 5 dimensões em um modelo interdependente, o guia deixa claro que:

- valores e liderança definem o caminho;

- pessoas sustentam a execução;

- e consistência, percepção de risco e adaptabilidade mostram se a cultura realmente existe.


Sem isso, não há maturidade, há apenas conformidade aparente.


E talvez seja exatamente aí que esteja a maior oportunidade de evolução das empresas.


Na GMC, temos acompanhado de perto essa evolução e apoiado nossos clientes na estruturação, avaliação e fortalecimento da cultura de segurança dos alimentos de forma prática e alinhada às exigências dos principais referenciais, como a FSSC 22000.

 
 
 

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